Foi bom pra você?



Postagem 13 de novembro de 2011


Pra poupar a costumeira frase: “Nossa como o ano passou rápido” melhor seria apenas dizer: o ano já está terminando. Foi bom pra você?

Começam os preparativos para as comemorações de final de ano e seguramente para quem acompanhou ou não os acontecimentos a grande atração será a retrospectiva que desde já as emissoras de televisão começam a preparar.

Até o dia 31 de dezembro, especiais vão reviver os assuntos dados como factuais em 2011, colhidos diretamente em suas fontes ou editados por agências especializadas em transmissão de noticias. Política, sociedade, economia, cultura, meio ambiente e outros temas, que influenciaram a sociedade em 2011 estarão sendo passados em revista de forma romanceada, para o horror, alegria prazer e o deleite do grande publico.

Do latim: retrospectare, a celebração que encerra os 365 dias do ano como não poderia deixar de ser, não se limita apenas a mostrar a carreira de sucesso de uma trajetória em curso como também o que de pior foi produzido pela humanidade ou o que a ela foi atribuído de fato.
Enquanto a ciência acredita que somente o exame antecipado dos dados pode revelar, ou na pior das hipóteses, preverem o que nos reserva o futuro, correntes filosóficas ligadas ao seguimento ‘fatalismo’ sugerem que os acontecimentos são produzidos de forma irrevogável, estando estes determinados a acontecerem com cada individuo mesmo antes mesmo de sua concepção dentro do ventre materno.

Mesmo que ainda sujeitos a uma ou a outra linha de pensamento, de pouco adiantaria financiarmos uma cresça nessa ou naquela linha de raciocínio. Uma vez que o próprio tempo nos mostra que nada absolutamente nada é inalterável no fluxo do universo, uma boa interação entre as pessoas ainda seria a melhor forma de produzirmos a sustentabilidade da qual somos todos dependentes.

Se por um lado o sistema capitalista globalizado naufraga suas tentativas em clássicas e costumeiras crises políticas, por outro contamos com a possibilidade de emancipação da raça humana por meio  de uma concepção que acima de tudo vise o seu bem estar, a própria educação.

Quem já passou por alguma crise onde todas as suas fichas, patrimonial ou emocional ficaram retidas sabe que uma introspecção também se faz necessária ao final de cada período. Que a fidelidade com os seus compromissos com a sociedade e acima de tudo com ela mesma podem contribuir para uma retrospectiva pessoal satisfatória e na vida de cada um.


TAW RANON





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