ASSIM OU ASSADO



ASSIM OU ASSADO

Postagem 3 de novembro de 2013


Arte taw ranon

Na ara do ‘faço tudo o que faço, porque todo mundo faz’, não é de se estranhar que um corrupto tenha admiração, quando não devoção, a um outro não menos velhaco. Ainda que a distância o impeça de dizer com a mão no ombro da monumental divindade: Tamo junto companheiro, mais cedo ou mais terde - pelo menos ele espera - isso vai acontecer. 

Responsável ao longo da história pela diminuição de investimentos públicos em infraestrutura social como a educação, a saúde, a segurança, e outras condições igualmente importantes, para a legítima experiência de uma grande nação, o exercício da desonestidade cobiçado por muitos e delegado a poucos, torna-se alheio ao que na verdade deveria ser o correto. 

Há exatos dois meses para o final de um ano que segundo as precisões deveria ser o ano da flexibilidade, harmonia e entendimento entre as pessoas,  o que nos reservaria a jornada em 2014? 

Deixando para trás um ano em que as manifestações públicas no Brasil, abalaram o país, 2013 nos da a exata medida do que possa ser considerado mais do que um ano de irregular, para alçar o patamar de conflitos por interesses políticos. Arrasadora ainda que poucas vezes assim interpretada, a desordem social refletida muito bem estrutura no esgotamento cultural e educacional do país facilmente poderia ser comparada a tese da “teoria das janelas quebradas”.

Defendida pela primeira vez em 1982, o artigo escrito pelo criminalista, professor e pesquisador americano, George L. Kelling e o cientista politico James Q. Wilson, buscava pelo compreender a crescente escalada da criminalidade, sobretudo nas comunidades menos assistidas. A interessante narrativa do estudo publicado pela pesa, conta em texto comparativo que se “algumas janelas quebradas não forem reparadas, a tendência é para que vândalos partam mais janelas. Eventualmente, estes poderão entrar nos edifícios, e se estes estiverem desocupados, torna-los “ocupados” ou incendiá-los”.

Facilmente atribuída a simples atos de vandalismo, a expressão possivelmente equivocada não encontra abrigo nas raízes de sua profunda simplicidade. Desesperada e ineficaz, a tática de estarrecer a opinião de um país pacífico que se vê obrigado a lidar com um assustador fenômeno, pouca coisa consegui tornando-se simplesmente banal. Visto que o fenômeno atribuído à divisão social é bem mais complexo do que parece, a expressão que por si só deveria evidenciar a barbárie, também parece recuar no tempo, onde estrategistas implacáveis acreditavam que a melhor defesa, era mesmo o ataque.

Legalmente reconhecido palas leis do país e retratados nas informações que também os fazem cidadãos brasileiros, por instantes chocam-se as realidades, no cumprimento dos seus direitos e deveres. Por fim, de um dos períodos mais interessantes da nossa história recente deveria se lembrar: outras previsões virão, mas nenhuma recomendaria as que disseram que 2013, seria assim ou assado. 

TAW RANON



Artistas Anapolinos doc. Memória

Um dos melhores momentos da arte e da cultura no Brasil em 2013, reúne talentosos profissionais da música clássica em um musical produzido pela Rede Canção Nova de Televisão. O luxuoso suporte da grande orquestra e coral, embala belíssimas canções, como esta da compositora Maria Nazareth Barreto: ‘Abre Bem os Teus Braços’. A emocionante interpretação do Monsenhor Jonas Abib, faz parte do espetáculo que comemora os 30 anos da Fundação João Paulo II. Bravo! Canção Nova.



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