Viciado quem? Eu?

Postagem 10 de novembro de 2013


Arte taw ranon
 
É bem verdade que a uma certa altura da vida, benéfico mesmo é dar boas risadas, contrariado a opinião de quem acredita que excessivos acontecimentos distribuídos como inéditos, na verdade não passam de repetidos episódios, que já foram presenciados.
 
Longe das câmeras, dos holofotes e dos artifícios que materializam a auto estima dos anônimos, convertendo-os em instantâneas celebridades, quem não se lembra das flageladas mães do Brasil, que até bem pouco tempo apareceram nas páginas dos jornais, acorrentando os sues filhos a perna de uma cama? Quase bizarro o evento e no limite de suas forças, a crucial tentativa de evitar com que os mesmos se evadissem dos seus lares levando o pouco que neles restava, perdia-se no rastro das drogas e do seu efêmero alento.  

Acumulados na ausência da família e do estado que não cumpriu o seu papel acima e a baixo, a culpa atribuída a uma mente desocupada e aos resultados por ela gerados às vezes termina sendo de quem jamais imaginou se ver um dia envolvido em suas espinhosas histórias. Se por falta de vergonha, ausência dos pais e do estado no amparo ao cidadão, pouca coisa se sabe sobre os investimentos na causa, muito é do conhecimento de todos as novas formas de vícios, e os seus ataques a outras mentes vazias. 

Duradouro e Infalível como incessante tem sido ao longo dos séculos a luta do bem contra o mal, nenhum segundo a mais tem sido reservado à mentes vazias e abertas, a instalação de produtivas oficinas do diabo. Ainda que pesquisadores e estudiosos da mente humana afirmem ser relativa ocupação  de equivocadas ações e que nem sempre apenas aos ociosos fique determinados impressões e sentimentos, negativos, o perigo pode estar no futuro principalmente para as deliberações que que foram assim assumidas.

Muito bem entendidas porem pouco processada a explicação, no encaminhamento do zelo próprio, tornar-se a cada dia mais dependente dos dispositivos eletrônicos torna-se um ponto crucial e imperativo para a sobrevivência no presente. Detectados nos momentos mais inusitados como na hora do banho e do sexo, eles seduzem com então seduzira ao pobre noiado as drogas e o seu insubstituível prazer.  

Praticamente transformada em uma roda-viva de volta, ao seu ponto de partida, a matéria publicada em maio deste anão pelo portal G1 da Globo, ironicamente parece repetir as avessas mais uma de suas   histórias. Verdadeiramente semelhante ao que muita gente já assistiu por aí, a súplica de outra mãe mais uma vez gira em torno das fraquezas do filho. Moradora do estado do Estado do Espirito Santo, a dona de casa chama a atenção sobre o filho viciado em internet. Há cinco anos sem sair de casa e com apenas 18 anos de idade, o jovem teria como argumento para a estranha decisão, o bullying suportado na escola. Sofrendo por ter sido chamado de feio e mongol padecendo ainda da deficiência de aprendizado, abaixo do peso, comendo e dormindo pouco, sistemáticamente só conseguiu encontrar uma identidade no mundo virtual.

Mesmo que para os pais o fracasso de um filho antes para eles signifique o seu verdadeiro fracasso, para a psicanálise o motivo se manifestaria nas varrições que alcançam os nossos desejos e os meios, para poder atingi-los. Aliados a isso para que convivência possa ser possível não seria demais aceitarmos que independente da classe social, valores como honestidade, coragem, moral, autoconfiança e determinação, podem ser repassados de pai para filho que certamente lhes serão agradecidos, pelo resto de suas vidas.


TAW RANON


Artistas Anapolinos Doc. Memória 


Durante uma hora e vinte minutos a dupla de humoristas Nilton Pinto e Tom Carvalho divertiu o público que compareceu ao evento realizado na Vila Jaiara. A apresentação que aconteceu no dia 29 de dezembro de 2009 fez parte das comemorações de final de ano em Anápolis. Fotos: taw ranon, acervo/ARTISTAS ANAPOLINOS.


 
 
 

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